Eu espero ter encontrado a solução para eliminarmos as semi-parasíticas, semi-simbióticas seguradoras de automóveis da nossa vida para sempre. As pessoas para as quais comentei a idéia se interessaram muito, por isso decidi materializá-la nestes caracteres magnéticos. Se você gostar da idéia que apresentarei, comente. Se não gostar critique construtivamente. Se quiser copiar, copie, mas mantenha o nome do autor e o link para este artigo. Se você trabalha para alguma seguradora, sem ofensas: vá para o inferno.

Na lateral do ônibus se lê: “Se você não tiver um seguro
contra terceiros da GIO é melhor não bater neste ônibus.”
Não estou escrevendo isso pelo fato das seguradoras viverem do nojento negócio do medo, de atemorizar e inventar perigos que não existem. Eu sei que, infelizmente, as seguradoras automotivas são um mal necessário, mas o valor que elas cobram hoje em dia para fazer o seguro de um automóvel, qualquer um, é astronômico. Sinto-me um perfeito trouxa quando pago cerca de mil reais para segurar um carro que vale R$ 15 ou R$ 20 mil e sei que você sente o mesmo.
Os estado-unidenses, por exemplo, pagam uma fração do que pagamos aqui, mas é claro que eles não têm a massiva carga tributária que temos sobre nossos ombros. Eles têm polícia que funciona e um sistema penal que mete bandidos na cadeia, isso contribui para o baixo valor. Nem vou entrar no mérito que lá eles pagam uma taxa única de licenciamento, igual para todo veículo, que é troco de pinga perto do que pagamos de IPVA aqui. Bem, eu estou divagando… Prometo que não acontecerá novamente. Se eu começar a escrever sobre isso não vou mais parar. Vou deixar isso para outro artigo.
Voltando à questão que realmente importa: Porque seguro é tão caro? Não sei exatamente. Os corretores vivem falando em fatores de risco, blá, blá, blá… e tudo que é argumento para que você engula no seco o preço exorbitante do seguro. Mas quais as suas opções? Só uma: arriscar ficar sem o carro e inclusive sem valor dele. Portanto você se submete silenciosamente a essa escravidão velada que são as seguradoras de veículos.
Solução
O que as seguradoras oferecem? Liquidez, traduzida em segurança para você. É uma grande corporação, com muito, muito dinheiro que te garante que devolverá o seu bem caso você o perca de alguma forma. Eu acho que estou em vias de encontrar a solução para conseguir a mesma segurança gastando muito menos do que gasto hoje com seguradoras.
Eu estou cozinhando essa idéia há vários anos na minha mente e gostaria da sua opinião sobre ela. Ainda precisa de algum bom trabalho. Por isso eu também gostaria da sua ajuda para ver se sai desta cartola, com esforço conjunto, algum coelho. E todos poderão se beneficiar dela também.
Nunca ninguém furtou meu carro e eu nunca precisei da seguradora para me premiar por um veículo inteiro. Claro que quando era um guri sem noção de bom senso bati o carango aqui e ali e, uma única vez, precisei usar a seguradora para pagar uns concertos. Mas no saldo final seria, se eu tivesse guardado até hoje todo o dinheiro que dei para as seguradoras, um ou dois carros zero km. E tem muita gente assim por aí: que tem muita responsabilidade pessoal com o veículo, com a própria vida e que nunca ou raramente usou os serviços das seguradoras, apesar de encher os bolsos delas há vários anos.
O que vou sugerir é algo que eu mesmo poderia ter feito individualmente e sozinho. Como já paguei, no mínimo, um veículo inteiro para as seguradoras, sem ter recebido um de volta. Valeria mais apena ter guardado o dinheiro que paguei todos estes anos. Mas se várias pessoas compusessem um grupo para fazer isso haveria uma estrutura que daria muito mais segurança e robustez do que realizar esse projeto sozinho. E seria muito mais viável também.
Então porque não juntar as pessoas do seu próprio círculo; pessoas conhecidas pela ética, amizade, laços estreitos de família? Pessoas com baixíssimo ou nenhum índice de sinistros aotomotivos, para compor um grupo que, ao invés dar dinheiro para a seguradora, criassem uma espécie de “fundo mútuo de assistência automotivo” que cobriria todas as despesas relativas ao veículo em caso de acidente ou roubo?
Como funcionaria este fundo? Abaixo vou colocar alguns itens que já considerei e você pode comprovar como são sedutores e, em seguida, dar suas próprias sugestões.
- Claro que todos deveriam ter excelente histórico de trânsito nos últimos anos e uma faixa etária específica (pessoas mais velhas costumam se acidentar menos).
- Imagino que este fundo funcionaria como uma seguradora, mas com uma estrutura praticamente ou efetivamente inexistente. Por isso não haveria custo operacional, o que é mais um ponto favorável.
- Cada participante do grupo começaria, inicialmente, depositando no fundo o valor efetivo de mercado do seguro dos seus próprios veículos. É claro que nos primeiros dois ou três anos, dependendo do tamanho do grupo, possivelmente não haveria dinheiro para cobrir uma perda total ou roubo de um dos veículos sequer. Mas este é um risco que pessoas com baixíssimo ou nenhum índice de sinistro estariam correndo conscientemente. Portanto seria um risco calculado e relativamente ínfimo. Mas com o tempo poderia se acumular um patrimônio considerável que cobriria os sinistros raros ou esporádicos.
- À medida que os anos passam o valor da contribuição cairia em proporção ao valor de um seguro real, porque ninguém estaria sangrando o fundo ao obter lucro direto com o negócio, como ocorre em uma seguradora, que é uma empresa justamente criada com esse propósito. O dinheiro estaria sentado em algum banco, rendendo.
- O valor da contribuição, ao longo dos anos, iria caindo com relação ao valor de um seguro real. Essa diferença seria, inclusive, muito maior do que o bônus risível que as seguradoras oferecem para bons motoristas. Com o tempo a contribuição poderia ser quase zero, pois o fundo ao longo dos anos teria liquidez para cobrir, caso houvesse, perda total em todos os veículos do grupo. O dinheiro estaria rendendo em algum fundo de renda fixa.
- Depois de um bom período de contribuição o valor do pagamento representaria apenas correção monetária relativa à desvalorização da moeda e pagamento dos impostos e taxas que incidem sobre o fundo, valor que seria irrisório.
- Seria possível até chegar à situação de o patrimônio do fundo exceder o valor dos veículos “segurados”. Assim os integrantes do conjunto poderiam retirar uma parte (justa) do dinheiro do fundo, mesmo com seus veículos ainda segurados, desde que essa retirada não prejudicasse o grupo em caso de múltiplos sinistros.
- As pessoas poderiam entrar no grupo apenas por indicação. E aquele que indica teria que assumir alguma responsabilidade real, ao menos nos primeiros anos, sobre o novo integrante do conjunto, para estimular apenas a entrada de pessoas sérias no negócio. Seria interessante se houvesse uma comissão dentro do grupo para analisar cada interessado. Seria importante que todos votassem para a entrada de um novo membro. A decisão deveria ser unânime.
- Quando o grupo, depois de alguns anos, estiver bem estabelecido e com liquidez garantida, poderiam ser considerados integrantes fora das condições traçadas anteriormente. Mas para aceitar estes membros deveriam ser estabelecidas condições especiais, inclusive contribuições maiores nos seus primeiros anos de participação, assim como cobram as próprias seguradoras.
- Uma das regras importantes seria estabelecer uma cobrança de um valor tipo franquia, em caso de acidentes. Isso evitaria abusos no âmbito da assistência. Eliminando a responsabilidade do grupo todo perante, por exemplo, qualquer arranhão ou amassado que apareça no carro de um dos seus integrantes.
Problemas:
- Em termos legais eu não sei como isso funcionaria.
- Não sei como incidiriam impostos e taxas.
- Como, por exemplo, fazer um contrato à prova de bala para que ninguém saia prejudicado?
- Mais algum problema?
Não entendo muito destas coisas e gostaria de saber se você entende delas e o que pensa desta idéia. Lembre-se, críticas construtivas. É agora que você entra na jogada, caso tenha se interessado. Ajude com a fazer aqui uma tempestade de idéias e comente abaixo. Assim veremos se algo de bom sai daqui para que todos possamos nos beneficiar dessa iniciativa. Se formatarmos bem essa idéia qualquer um poderá iniciar seu próprio grupo e um dia alcançar a independência total das seguradoras de autos. –Marcelo Ribeiro
Marcelo Ribeiro é editor sênior do TecnoCientista.info, Tech&Cool e colabora esporadicamente no TecnoPOP.info.




luiz kk escreveu,
Cada vez mais nos sentimoos oprimidos pelo ¨sistema¨, por ser capitalismo, ele é selvagem e a esta altura está sem regras pois os princípios morais de nossa sociedede estão cada vez mais raros. a sua proposta é uma tentativa e no início todos são bem intencionados mas com o passar do tempo e com o desenvolvimento do negócio o volume aumenta e se bem embasado torna-se um grande negócio, com um volume monetário muito grande. E dinheiro é tentação, queira ou não, acaba se transformando em um negócio comum onde o lucro e salarios falam mais alto e desviam os bons princípios. Acaba ficando uma seguradora com uma fachada diferente mas no fim a mesma coisa. A solução está na índole das pessoas. A ideologia de fazer aos outros o que queres que façam a ti. Dirigir com cuidado e responsabilidade, de maneira defenciva.
Eu a muito não pago seguro, dirijo com cuidado
| Link | 11.12.2007 at 12:27
Marcelo Ribeiro escreveu,
Interessantes suas considerações, Luiz. Mas vamos lembrar que desde o princípio o grupo seria criado com o intuito de não ser uma fonte de lucro e sim uma maneira de diminuir as despesas.
Entendo que dirigir com cuidado não substitui a segurança que ter o seguro dá, principalmente na questão do roubo ou furto do veículo, que é uma epidemia no Brasil.
Finalmente concordo plenamente que “a solução está na índole das pessoas”, e é exatamente isso que permitiria a existência desse grupo que colabora em conjunto para não ter que pagar seguro.
| Link | 11.12.2007 at 13:10
Paulo escreveu,
A idéia é boa, mas vai requerer algum tipo de instituição (PJ) em moldes parecidos com os grupos de investimentos (ver regulamentação na CVM). Como vai existir uma Pessoa Jurídica, também terá de existir um administrador do fundo. Esse administrador terá direito de ser remunerado pelo serviço? Como ficaria a prestação de contas? Quais critérios seriam usados para o investimento do fundo?
No fundo, a sua idéia é muito parecida com o conceito de planos de aposentadoria privada. O segurado paga uma contribuição mensal que é aplicada no mercado financeiro pela instituição e, quando se aposentar, retira
sua parte (o que pagou mais os rendimentos do período em que pagou).
Acho que o caminho das pedras é ver como esses tipos de instituição funcionam.
| Link | 11.12.2007 at 14:12
Saito escreveu,
Muito interessante.
É basicamente o que algumas sociedades fechadas já o fazem a algum tempo.
Sou de ascendencia japonesa e isso é um tanto quanto comum nesta cultura. Reparou que andamos sempre entre japoneses vivemos entre os japoneses casamos com japoneses e temos filhos japoneses?
Bom isso é um tipo de seguro pois confiamos um nos outros e sabemos que um não irá roubar o outro ou aplicar algum tipo de golpe.
Conheço famílias japonesas que tem esse tipo de “seguro caixa” que utilizam caso um membro perca um automovel, ou seja assaltado, ou tenha alguma doença e não consiga arcar com os gastos sozinho.
Mas é claro tem que haver essa confiança de que um deles não vá dirigir irresponsavelmente ou apostar a casa em algum jogo de azar e se cuidar para que nunca precise ir ao médico.
Voltando para a sociedade aberta pensar nisso tudo seria impossivel não é mesmo?
Pois é por isso que não da certo esta ideia aberta.
Essa confiança vem de gerações.
Gde abraço
| Link | 11.12.2007 at 14:19
Fernando escreveu,
Sem querer me estender e aprofundar na idéia, primeiramente acho muito interessante. Só faço vistas à três pontos:
. Creio ser interessante legitimar uma OSCIP - Organização da Sociedade Civil de Interesse Público para o caso em questão.
. Criação de uma dinâmica envolvendo pessoas com cargos e funções definidas que serão responsáveis pelas vistorias que forem necessárias para avaliação do uso do “seguro” ou não para aquela colisão. Creio que a cobrança da franquia em si somente não é suficiente para livrar das considerações do que seria um pequeno arranhão a um amassado causado por uma colisão.
. para facilitar o entendimento dos pagamentos diferenciados dos integrantes (já que existem condições e modelos diferentes de automóveis) seria interessante a implementação de cotas pois assim diante do rendimento do fundo aplicado (sejam eles quais forem sob a escolha da maioria) ficaria fácil a compreensão de quanto cada um teria vamos dizer como crédito. Afinal como o dinheiro não será gasto num seguro e sim alimentado numa “aplicação controlada de entrada e saída de créditos” é natural que as pessoas envolvidas possam depois de um tempo olhar para aquela reserva com outros fins. Parabéns pela iniciativa.
| Link | 11.12.2007 at 14:54
Marcelo Ribeiro escreveu,
Paulo,
Como a idéia seria minimizar os custos ao máximo, seria ideal que o gestor não fosse pago. Talvez aqueles que tenham colaborações ativas no grupo possam gozar de custos menores nas suas contribuições. Muito obrigado por suas considerações.
Saito,
Eu sempre percebi que a comunidade japonesa era mais unida e reservada, mas não sabia que havia esse tipo de segurança financeira comunitária. Muito interessante. Era algo assim que eu estava pensando, mas não pode ser tão informal, precisa de regras claras para ser justo para todos. Não penso que a sociedade seria “aberta”. Haveriam sérios critérios para que qualquer um pudesse entrar e o maior deles penso, seria a confiança, principalmente que o novo “sócio” é um cuidadoso motorista. Não tenho dúvidas que é possível criar laços fortes entre pessoas, mesmo que não hava vínculo co-sanguíneo. Muito obrigado pelas refexões.
Fernando,
Ótima a idéia de criar uma OSCIP. Cargos e funções também é importante, as ocorrências devem ser avaliadas e vários critérios devem ser estabelecidos. Achei fantástica a idéia do sistema de cotas, acho que a coisa anda mesmo por aí, como um fundo de investimento. Você fez alguams das contribuições técnicas mais importantes aqui até agora. Obrigado.
| Link | 11.12.2007 at 16:19
gilberto lems escreveu,
Aí vem o governo federal, entendendo que o fundo representa uma parcela reduzida dos bem favorecidos do país, e põe a mão no montante para usá-lo no seus programas de auxílio às camadas menos favorecidas e todo grupo fica, como as tropas de Napoleão quando chegou à Lisboa, à ver navios.
Talvez isso funcione num país onde não haja risco nenhum de qualquer confisco. Mas, como por aqui isso já aconteceu, nem dinheiro na poupança eu acredito.
| Link | 11.12.2007 at 17:06
Roberto Lima escreveu,
Saito escreveu “…Bom isso é um tipo de seguro pois confiamos um nos outros e sabemos que um não irá roubar o outro ou aplicar algum tipo de golpe.” Que feio! Isto dá a entender que entre japoneses não existem desonestos. Estes só existem em outras etnias? Espero que eu não tenha entendido corretamente e que tu não tenhas tentado dizer isto.
OSCIP: creio que haveria algum tipo de complicação em definir a atividade da OSCIP pois esta irá conflitar com a atividade de seguradora?!? Isto seria um dificultador. Mas algum tipo de entidade creio que deva existir. A não ser, é claro, que o grupo fique restrito somente a um determinado grupo de pessoas de confiança. Isto seria a garantia de funcionamento correto da idéia. (Entenda-se garantia quase em sentido figurado, pois esta na verdade acaba nunca existindo nem mesmo quando existem contratos).
Silento que, com certeza, a idéia me parece muito boa. Parabéns!
| Link | 11.12.2007 at 19:22
Lauro escreveu,
Risco. Tudo se resume a ele, esta grandeza de cunho qualitativo e de valor fortemente influenciado pela experiência de quem “o calcula”.
| Link | 11.12.2007 at 19:45
Marcelo Ribeiro escreveu,
Roberto,
Até onde entendi o Saito comparou os núcleos familiares japoneses com um grupo de pessoas sem parentesco. A confiança que ele menciona jaze no fato da união familiar em si, neste caso, e não étnica. Como ele é japonês, é o único grupo do qual pode falar de cadeira. E concordo com você com relação à OSCIP, caso ogrupo seja pequeno. Mas é claro que, quanto menor o grupo, menor é a liquidez do patrimônio, portanto, menor a segurança.
| Link | 11.12.2007 at 21:13
claudemir bento escreveu,
Olha acho uma idéia, muito interessante, tera que ser um grupo de pessoas idoneas que sempre estaram preocupados no bem comum, mas acho que tambem teria que ter um amparo legal, tipo cadastro de pessoa juridica, para gerir o o fundo. Outra coisa tambem tem que ter uma amarração muito bem feita, pois até onde posso ver, sempre tem, um cidadão que quer dar sempre um “jeitinho”, ou seja levar vantagens, aquela coisa de brasileiro metido a esperto. E acho eu, é ai que a coisa pega. Mas em principio acho otimo, pois é uma maneira de ficarmos livre desses seguros obrigatorios, em que vc. não tem o direito de escolher a seguradora e onde se diz que tem 45 dias para receber o sinistro, mas que naverdade leva mais de seis meses. ((tambem coisa de brasileiro)).
| Link | 11.12.2007 at 21:15
ULISSES APARECIDO RIBEIRO escreveu,
Ótima idéia, gostei muito,pode contar comigo.
| Link | 11.12.2007 at 21:45
joão batista escreveu,
Gostei muito da idéia,mas como moramos num país onde a cultura é, cada um por sí,dificilmente encontrariamos pessoas onestas e com objetivos sérios de se juntarem por um objetivo comum.Eu nunca paguei seguro e nem pretendo,meus carros são velhos e se um dia precisar pagar um conserto para alguém ofereço o meu carro,detalhe dirijo desde de 1974 e nunca sofri um acidente e nem o provoquei.Saudações.
| Link | 11.12.2007 at 22:02
Francisco Vianna escreveu,
Caro Roberto,
O que você propõe é a criação de um grupo segurador novo, queira ou não. Isso não pode ser feito de forma informal, pois não haveria segurança jurídica para os investimentos do fundo bem como para as suas aplicações e indenizações. Não acredito em empresas sem fim lucrativo, o que sempre me cheira a pilantragem. Vivemos num sistema capitalista que, há mais de um século não é mais “selvagem”, como ainda querem fazer crer os comunistas declarados ou enrustidos sob o eufemismo de “socialistas”. A estrutura governamental brasileira está montada para fazer com que o estado, perdulário e corrupto, leve quase quarenta por cento do resultado de qualquer empresa. Se isso, por vezes não ocorre é graças à uma sonegação que é até considerada por alguns como ‘patriótica’, pois diminui a sangria de recursos do setor privado para a corrupção e gastança inconseqüente governamental.
No caso da nossa seguradora particular, isso não teria, também escapatória. Haveria também custos operacionais com sede, escritórios, equipamentos, funcionários e propaganda, entre outros.
Caso essa nossa empresa crescesse, graças à abnegação e pouca ambição de lucros exagerados dos seus condutores, ela poderia chegar, um dia, quem sabe, a se equiparar com as gigantes desse mercado e se sentitia também atraída a não mais limitar a sua atuação a um sistema de seleção prévia na admissão de novos segurados contribuintes e ‘universalizar’ a sua atividade seguradora. No frigir dos ovos, eu pergunto: teria valido à pena todo o esforço mesmo em se tratando de uma espécie de cooperativa?
| Link | 12.12.2007 at 9:33
Márcio Ribeiro escreveu,
Caro Marcelo…………
Um modelo semelhante já existe e está espalhado pelo Brasil no caso de caminhões em forma de associações ou cooperativas…..Inclusive eu sou integrante e participante da administração de uma associação com 300 caminhões que funciona perfeitamente há 3 anos aqui em Itaúna-MG. Conheço pelo menos mais 10 associações semelhantes só aqui em torno de Belo Horizonte. Cada uma possui seu próprio regimento diferenciado que vai sendo aperfeiçoado ao longo do tempo…..Estou entrando em uma no formato cooperativa para automóveis aqui na cidade também e que já conta com 400 veículos…..
Vou lhe passar algumas linhas mestras da associação de caminhões que conheço melhor…..
1 - E necessário um mínimo de veículos para que uma perda seja melhor amortizada (nosso caso foi de 100 caminhões)
2 - Quando acontece um sinistro o veiculo é reparado ou substituído ou indenizado e o valor é rateado para todos os outros no valor proporcional ao seu veiculo. Ex.:
Temos 300 caminhões que somam um valor de R$50 milhões
Um caminhão no valor de R$250 mil é roubado (seria um sinistro que consideramos grande)
Este sinistro corresponde a 0,5% da “massa assegurada”
Então todos pagam 0,5% do valor de seu veiculo (em 1 ou mais pagamentos (em boletos) dependendo do montante em caixa da associação (explicação adiante) e do porte do sinistro (maiores são divididos em 3 ou 4 parcelas, enquanto pequenos são somados com outros para compor um rateio))
Quem tem um caminhão de R$22 mil vai pagar R$110 , quem tem um caminhão de R$80 mil vai pagar R$400 e quem tem um caminhão de R$400 mil vai pagar R$800
3 - Um caixa foi formado ao longo do tempo em meses em que não houve sinistros foram feitas “chamadas de caixa” com valores de R$50 mil ou R$100 mil rateados da mesma forma (consideramos que um caixa ideal é o mínimo possível, porem suficiente para poder cobrir sinistros pesados mesmo que ocorram em sequência, permitindo que os pagamentos sejam amortizados em quantas parcelas necessário para os sócios e ao mesmo tempo a indenização seja paga em 30 dias ou o conserto negociado a vista com as oficinas. Aqui nosso objetivo é um caixa de 4% da “massa assegurada”
4 - Nossa associação, por sua natureza, tem uma sede, funcionários e custos que são pagos através de uma mensalidade fixa mensal mínima para esse fim (se o valor exceder os gastos vai para o caixa).
5 - Por ser uma associação, por lei o conselho diretor não tem remuneração. (outras associações adotam ajuda de custo para os diretores)
6 - Para a entrada de um novo associado ele tem que pagar o valor de todas as “chamada de caixa” já realizadas referente ao valor de seu(s) veiculo(s) para que passe a ser “sócio do caixa”. O mesmo vale para incluir mais veículos de um já associado.
7 - Os boletos tem carência de 5 dias e após isso qualquer atraso suspende a cobertura do(s) veiculo(s) correspondentes até o pagamento e nova vistoria (isso elimina em quase total a inadimplência, mesmo que exista sócios “menos confiáveis”). Caso atrasos ocorram repetidamente ou em acumulo, o sócio é excluído e o valor dos boletos em atraso e os sinistros, ainda não rateados, ocorridos enquanto seu veículo ainda estava sob cobertura da associação; são subtraídos de sua porcentagem no caixa (se houver sobra é devolvido e se faltar é cobrado).
8 - A associação não cobre terceiros e a assistência é limitada, principalmente em grandes distâncias de nossa sede.
Em média nosso custo incluindo seguro de terceiros com assistência 24hs por seguradoras do mercado está em torno de 30 a 60% do que seria um seguro total. (Os preços seguros convencionais são influenciados por vários fatores como: perfil / bônus / risco do veiculo / rota / outros)
Isso é só um resumo do regimento. Espero ter contribuído para sua idéia.
Márcio Ribeiro
| Link | 12.12.2007 at 9:41
Hilton L. Araldi escreveu,
Acho realmente uma roubalheira o que as seguradoras fazem conosco. Eu paga exatos 10% do valor do carro.
Mas a questão é, se eu fizer parte deste fundo, e me acidentar, sei lá, supondo que possa
bater num audi ou ferrari, despesas, médicas, danos … é complicado.
mas vamos tentar achar uma forma juntos.
Hilton
| Link | 12.12.2007 at 10:53
luiz carmo escreveu,
otima ideia conte comigo
| Link | 12.12.2007 at 11:51
patricia escreveu,
Maravilhoso, é uma boa ideia que deve se estender para outros tipo de objetos… tudo… é otimo.
| Link | 12.12.2007 at 14:50
Marcelo Ribeiro escreveu,
Francisco,
“Não acredito em empresas sem fim lucrativo, o que sempre me cheira a pilantragem.” Alguns comentários aqui mostram que a maioria dos brasileiros realmente não confia nos outros brasileiros e eu até entendo o porque, porém sempre vou achar isso triste. Mas o comentário do Márcio dá uma idéia de que a coisa pode funcionar.
Márcio,
Muito obrigado pelas suas explicações. Parece que alguém já executou brilhantemente essa idéia. Grande iniciativa! Se você puder deixar algum contato da associação de carros de Itaúna, eu ficaria grato. Eu estava pensando em algo bem mais modesto, mas certamente neste caso não haveria muita segurança para os associados, não é? Se fosse possível passar uma cópia do regimento para ciadocha[@]gmail.com, eu agradeceria.
| Link | 12.12.2007 at 15:41
Leonardo escreveu,
Essa é uma questão muito interessante. Para que isso fique fácil de administrar primeiramente escolher pessoas afins, depois após isso formar uma “Associação de Motoristas…” onde as pessoas q fazem parte dessa “Associação” teriam q seguir regras e estatuto próprios.Diante disso a orientação de um advogado especialista é de suma importância.
Então, já dá p/ começar…
Um abraço
Leonardo.
| Link | 14.12.2007 at 10:59
Delton escreveu,
Marcelo a sua idéia e excelente e demonstra um afã de iniciativa empresarial e honestidade. Mas na nossa cultura isso fatalmente não funcionaria, e acabaria com o tempo inexoravelmente mudando, até por que já existe alguma coisa parecida no mercado. E como bem diz alguns comentaristas acima, nós vivemos numa republica que leva pelo menos 40% ou 50% de tudo que o particular produz, inviabilizando qualquer negócio sério de produzir resultados satisfatórios, a não ser através da sonegação e fraude, como cansamos de ver. No final de tudo quem ira pagar os custos “extraordinários”, vide impôsto, taxas etc, será o participante da empresa ou consórcio, tornando a empresa como outra qualquer, perdendo o germe de sua criação. Até por que participei de uma iniciativa parecida, o qual foi colocada a funcionar, e na qual avisei aos membros na época, que a idéia e a iniciativa era boa, mas havia extrema necessidade de honestidade e confiança. O que vimos com o tempo, foi que a empresa cresceu rapidamente, e a cupúla, por briga por dinheiro, rachou dividindo a empresa que não mais se sustentou deixando na época milhares de clientes na mão e ainda esperançosos de poder continuar, por que a mesma empresa agora falida, dividia lucros com todos, até com seus clientes. Faliu por pura ganãncia dos seus fundadores. Não é o caso da sua idéia, mas creio que funcionaria melhor se fosse feito em uma sociedade fechada, em que seus membros tivesse um compromisso maior, do que simplesmente a perca de um carro, fossem previamente selecionados, responsabilissímos, e talvez houvesse necessidade de algum dogma moral ou até religioso.Creio que fora disso seria muito dificil tal empreitada, fundar e se manter como tal numa sociedade aberta como a nossa, que tem todo tipo de barreiras intransponíveis para o que é novo e belo.
| Link | 16.12.2007 at 6:38
pedro escreveu,
Essa ideia de juntar esforços e recursos em pequenos grupos é boa para seguro automóvl, para construção de casa, para que teus vizinhos possam ficar com os teus filhos e tu com os deles quando é preciso, para que tu me mudes o óleo do carro e eu te faça um jardim etc…
Em relação aos seguros, foi focado maioritáriamente o problema do valor do teu carro em relação ao seguro que pagas…. mas tu podes ter um acidente em que destróis um camião de muitos milhares de euros ou dolares que vinha carregado com material de mais alguns muitos milhares de euros ou dolares. basta pensar que podes envolver-te num acidente que desfaz um ferrari ou um porche…. e infelizmente todos os dias acontece que morrem pessoas atropeladas…. e sabemos que não há dinheiro que pague uma vida… mas indemnizações são neste caso elevadas….
esta semana aconteceu em espanha um camião despistar-se e embater num dos pilares de um prédio de vários andares. o prédio corre o risco de ruir! quem vai pagar o realojamento a todas as famílias que podem ficar sem sua casa?
abraço de portugal,
pedro
| Link | 16.12.2007 at 21:24
Reginaldo escreveu,
Seres humanos são instaveis, logo seria necessário legalizar isso, o que geraria impostos e que, por sua vez, abocanharia parte dos fundos.
Minha opnião é um pouco diferente:
Cada um faz seu fundo de forma independente como eu costumo fazer com algumas despezas. Se cada um depositasse o dinheiro que gasta com seguro poderíamos dar de entrada num carro novo caso fosse preciso, é claro que as chances de vc perder seu carro antes de completar dinheiro suficiente para comprar um novo a vista é menor do que se tivesse perdido depois de ter dinheiro suficiente, mas é aí que vem a pergunta?
Será que vc suportaria manter o dinheiro guardade sem tocar nele?
Eu não tenho carro. Tenho moto e um seguro de moto é um absurdo, mas se um dia eu tivesse um carro e decidisse pagar uma seguradora, porque pra carro compensa mais, eu mesmo criaria uma poupança só pra isso.
| Link | 17.12.2007 at 1:53
Teresinha Winter escreveu,
Não tenho carro, mas, se tivesse, usaria essa tua idéia. Mesmo uma pessoa sozinha, que fosse sempre bem organizada com a sua vida e as suas finanças, poderia criar seu próprio fundo, isso no caso de não conseguir juntar um grupo. E esse grupo não poderia ser muito grande. Quanto maior, maior a confusão. Poderia ser até um grupo fechado, admitindo um novo “sócio” somente quando um dos membros falecesse, por exemplo, ou adoecesse gravemente, etc. Deveria ser determinada a maneira como esse membro que se retirasse fosse ressarcido do seu investimento. Mas não poderia haver muitas regras, senão, melhor seria investir em qualquer outro fundo, ou fazer um seguro. Quanto mais simples, melhor. Eu, por exemplo, sou uma pessoa totalmente desorganizada em matéria de finanças e tudo o mais. Então, não poderia ter meu próprio fundo, mas poderia participar de um fundo comum. Para tentar, as pessoas que quiserem iniciar esse fundo não podem estar fazendo um “sacrifício” imenso para contribuir, pelo menos no início. Tem de ser uma grana que não vá fazer falta para o essencial, senão, o fundo vai fazer água logo no começo (com o perdão do trocadilho). E o bom seria que pelo menos um dos membros entendesse alguma coisa de investimentos, ou tivesse um bom amigo, ou familiar, que entendesse e pudesse dar algumas dicas, ou fosse muito amigo do “gerente do banco”. Boa sorte.
| Link | 20.12.2007 at 9:05
Humberto Cordeiro escreveu,
Marcelo, a idéia é boa, porém fica difícil na minha opinião colocar em prática, pois todos os envolvidos no acordo teriam que ser pessoas honestas e com boa indole, o que fica inviável nos dias de hoje. Porque não tentarmos essa idéia, por exemplo, com plano de saúde, onde o valor envolvido teria um risco menor. Afinal os empresarios dos planos particulares de saúde são tão gulosos quanto os das seguradoras…e não ficariamos tão desamparados quanto agora em materia de saúde pública. Um abraço e sucesso…
| Link | 20.12.2007 at 10:36
Ivan Mello escreveu,
Tive boas experiencias com sistema de cooperativas e esta idéia de montar uma OSCIP é com certeza a melhor. Com os participantes cooperados, grande parte da burocracia seria eliminada ao mesmo tempo que se manteria as responsabildades. E uma cooperativa pode começar com 20 participantes. Este seria o grupo inicial e as novas adesões poderiam acontecer naturalmente. Como o Marcio descreveu, deveriam ser definidos padrões para se gerar uma administração centralizada, por exemplo, quando conseguissemos 100 usuarios ativos.
Temos que pensar em danos a terceiros e outros do tipo, que vão existir, e somam os valores do bem perdido as vezes muito mais do que o valor do bem.
| Link | 20.12.2007 at 11:04
Lucas Serra escreveu,
A idéia é boa! E quem nunca imaginou guardar o dinheiro sozinho? Mas isso iria cobriria o dono se fosse logo no primeiro ano? Claro que não, por isso seria ideal que mais de uma pessoa pudesse fazer parte desse grupo (a sua idéia). Isso talvez possa até ser indicado para os planos de saúde, isso não vem ao caso, pois o que estaria em jogo seriam as vidas as pessoas. Tudo o que as pessoas falaram tem lógica, vou tentar resumir, incluindo algumas sugestões: (vou chamar sua idéia de “caixa”)
-Ter algum tipo de contrato de comprometimento de cada um;
-Ter um regimento quanto e o que (batida, perda total, roubo, incêndio, furto, etc) esse “caixa” iria cobrir;
-Se cobrir “batida”, no mínimo de quanto (em R$) o “caixa” irá cobrir?;
-Pessoas conhecidas (inclusive parentes) teria que ser obrigatório, pois pode-se muito bem alguém “dar um fim” para um veículo e depois querer o valor correspondente;
-Será que não existe um tipo de conta poupança conjunta, onde só retiraria o dinheiro com o concentimento de todos?;
-De qualquer forma o dinheiro deve ser aplicado em alguma coisa, de preferência na poupança;
-Estabelecer o número máximo de participantes seria bom para que o objetivo não escape. Se for só para cobrir prejuízos, que fique nisso, que não se fique incluíndo novas pessoas, poderia fugir de controle. Só em casos extremos;
-Teria que ter um tempo mínimo (a ser estipulado) de contribuição com o valor que vc sugeriu (o valor atualmente cobrado pelas seguradoras), pois como o pessoal mesmo falou, vai que alguém se envolva em um acidente com um carro de valor alto, ou em algum imóvel;
-Em caso de acidentes com vítimas, lembramos que já pagamos o seguro obrigatório junto com o IPVA, as pessoas têm direito a esse seguro;
-Criar uma tabela para que o valor que cada um pague seja proporcional ao valor de seu veículo (atualizado em 6 em 6 meses, anualmente ou quando alguém trocar de veículo), não será legal uma pessoa pagar o mesmo valor para o “caixa” sabendo que o carro do outro é o dobro do seu;
-Criar uma cartilha com dicas de segurança, isso poderia evitar “deslizes” e com isso o dinheiro juntado não ir “embora” mais facilmente;
-Depois de atingido um valor considerável, suponhando que todos não perderão seus carros de uma só vez, uma contribuição simbólica é inquestionável para as atualizações monetárias ( odinheiro não ficar desproporcional aos valores dos veículos);
-As pessoas tem que ter na mente que esses valores vocês nunca iriam ver de volta, que todo o investimento que se faz para as seguradoras não voltam. Se por algum acaso você não tenha mais seu carro, o dinheiro não poderá ser devolvido, ou se assim for apenas uma parte, para que não “quebre” o “caixa”;
-Suponha que o caixa já tenha R$100.000,00 e que alguém precisará de R$ 40.000,00. O “caixa” terá esse desfalque, e é para isso que ele vai servir. Aí quando isso acontecer, o valor a ser cobrado terá que aumentar, até cobrir o valor original. Talvez (pode ser discutido) o valor que do beneficiado seja um pouco maior que os dos demais;
-Se poderia pegar parte desse dinheiro (lembram das contruições fixas após atingir uma valor razoável?) e instalar alarmes, localizadores GPS, travas ou qualquer equipamento que zele pela segurança do veículo, afinal, devemos fazer o máximo para não gastar dinheiro com situações que poderiam ser evitadas;
-Cobrir um serviço de reboque pode ser, assim como a instalação de equipamento de segurança, outro diferencial. Na cartilha sugerida pode colocar um número de um reboque, ou mais de um, para que o motorista não fique na mão;
-No “contrato” ou “regimento” deverá constar como será a divisão do valor arrecadado caso essa “associação” acabe;
-Deve ser também exposto o caso de inadiplência ou atrasos muito longos, deve ser definido o que fazer com isso;
-Deve haver uma prazo estabelecido para cobrir as despesas, poderá haver uma tabela com os prazos. Exemplo: Se for batida, 5 dias utéis, se for roubo 30 dias, etc.
-Em caso de roubo (ou furto) , depois de passado o tempo estabelecido e depois do “caixa” ter cumprido seu papel, o que iria acontecer se o veículo roubado (ou furtado) aparecesse? Ser vendido algum dos carros (caso a pessoa já tenha comprado outro?);
-Poderia se cogitar a cobertura para hospitais também, vai depender de quanto o valor mensal será cobrado. Poderia estabeler um valor a parte apenas para este fim, exemplo de R$ 10,00;
-Assim como qualquer “regimento”, as “claúsulas” deverão ser criadas, adicionadas, modificadas e/ou excluídas com o concentimento de todos ou da maioria. Até isso deve ser explítivo na criação do regimento;
-Claúsulas de penalidades também devem ser criadas;
Sei que devem haver muitas outras coisas a serem definidas, espero ter dado minha contribuição.
Lucas Serra
| Link | 20.12.2007 at 12:38
paulo escreveu,
Não se trata de uma idéia inovadora, mas um consórcio de pessoas para um fim específico assim como vários grupos de amigos que se juntam para adquirir algum bem.
Sem querer colocar areia na farofa, mas acredito que a parte juridicoburocrática do mútuo em questão torna o sistema tão parecido com o negócio securitário que perde o interesse.
Senão vejamos:
O contrato deve trazer cláusulas especificas de uso, franquia, investimento, inadimplência, rede credenciada, gestão administrativa, gestão de sinistros, entre outros detalhes.
Pago seguro há umas duas décadas e meia porque acredito que seguro contra tudo e carro - mesmo os populares - é coisa para os menos abastados, porque rico não precisa, vai lá e substitui.
Além disso, no caso do seguro de veículos, opto pelo corretor que me dá assistência 24h. Nesse novo negócio quem seria esse corretor/atendente? Porque na maioria das vezes ou não dominamos o assunto quando existe um sinistro e/ou não temos tempo para ir atrás das coisas relacionadas.
Resumo da ópera, é uma boa idéia mas não correria o risco.
| Link | 22.12.2007 at 21:43
Edson escreveu,
Muito bem, e uma ideia boa realmente. E discordo do sr Saito quanto a qualificar a etnia Japonesa de confiavel, confiavel para andar juntos…casar e , etc…. E meio xenofobo nao?
Eu mesmo que vivo no Japao ha 20 anos conheco bem a cultura e nao sou japones, possuo 3 empresas aqui, uma ensina estrangeiros a falar o Japones, a outra e uma assistencia unica no Japao, que da assistencia para estrangeiros que compram VAIO japones e quer ter tudo funcionando em portugues sem perder nada, e a outra e um Bentoya que fornece refeicoes para fabricas e colegios.
Quando trabalhava como engo em uma grande empresa de engria em SP, me lembro que tinha um amigo Nikkey que administrava um investimento em que nao era so Nikkey que entrava nao, qualquer funcionario podia participar, era sinistro, pois investiamos a grana que sobrava, que era emprestada para outros rendia juros, e pelo menos na minha epoca, apesar de ter inumeros gaijins ninguem deu cano. e o rendimento era o melhor do mercado.
Agora a sua ideia e relmente fantastica, mas aqui no Japao nao funcionaria, ou seria dificil, pelo seguinte.
Nem preciso dizer que aqui a lei de transito e barra. Aqui um amigo carona que entra no carro de alguem que bebeu vai preso e paga multa igual ao dono, fora isso como resolver o problema de indenizacao?
Aqui no Japao caso ocorra morte, nao interessa quem esta errado, a familia do morto tem em uma semana depositado na conta dela 35 milhoes de yenes. Depois vem o processo que comeca em no minimo 1 milhao de dolares e pode chegar a 3. Diferente do Brasil ne?
Esse teu seguro e bom apenas quando tiver que repor o bem destruido de ambas a parte, mas aqui nao da para dispensar a garantia de seguro ja citado. Ja pensou aqui se voce nao tiver um seguro desse tipo, alem de ir para a cadeia se culpado, vai passar o resto da vida pagando, destruindo o futuro.
Edson
| Link | 26.12.2007 at 3:29
Navarro escreveu,
A idéia é muito bacana e o objetivo também, mas na prática a coisa não funciona de forma tão simples. Onde há um grupo de pessoas, há interesses diferentes e isso cria a necessidade de se oficializar a união. Uma associação é o caminho mais parecido com o que procurou dissertar em seu artigo e pode ser o que funcione de forma mais inteligente.
As seguradoras vivem do prêmio pelo risco e nosso país é tido, estatísticamente, como um dos mais perigosos do mundo neste sentido. Os números comprovam e acabamos pagando por isso. No fundo, os associados estariam pagando um prêmio pelo risco que pode chegar a ser semelhante ou até mais alto caso os carros estejam concentrados em um lugar com alto íncide de roubos. Uma coisa é pensar que nenhum ou poucos serão roubados, mas há a possibilidade de que muitos carros sejam levados ou danificados e a associação talvez tenha que arcar com mais recursos que simplesmente uma franquia de uma seguradora.
Além disso, vale lembrar que os seguros normalmente trazem, em sua maioria, valores destinados ao ressarcimento do bem alheio e em eventuais perdas de vidas humanas. O prêmio pelo risco a ser definido em uma associação deste tipo deve levar em conta que o acidente pode danificar a propriedade de outro cidadão e os custos terão que ser ressarcidos. Em suma, o aspecto operacional deve ser levado em consideração, de modo que as contas fechem muito bem. Achei muito interessante e podemos estender isso a uma análise de viabilidade econômica mais real, usando dados e material. Fico à disposição. Um abraço.
| Link | 26.12.2007 at 15:15
Victor Hugo escreveu,
Caros Amigos,
Vou falar algo que nunca passou pela cabeça de ninguem!
O Seguro é caro porque as seguradoras ganham dinheiro, pode ate ser verdade. mas oque acontece realmente é que as tarifas são tão altas em razão de fraudes (por parte de segurados e corretores), mas acho que não somente eles contribuam, e sim a sociedade brasileira, a mesma do jeitinho, dos esquemas, que empurram com a barriga, que não cobra seus deputados e senadores! As mesmas pessoas que querem trabalhar um dia por semana e no fim dela ir para praia!!!!!
Seguro é para dar cobertura risco futuro incerto, pela quantidade de tempo que vc paga o seguro e nunca sofreu um infortunio, agora imagina vc tendo um roubo de seguro por ano, no terceiro ano nenhuma seguradora iria dar cobertura ao seu veiculo.
Pelo que eu li vc quer criar um consorcio(um Mutuo). Aqui esta algumas das barreiras!
1. Quem ira administrar, e perder uma boa parte do seu tempo empenhado nisso!
2. Vc acordara 4 horas da Manha para ir ajudar seu amigo que bateu no Jd. Ivone!
3. Se ouver uma quantidade enorme de sinistro(como eles chamam) no primeiro ano! Os mutuarios vaão querer a cabeça do ADM e conselho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fora tudo isso a ideia é boa, mas precisa ser maturada!!!!!!!!!!!
Pelo que eu tenho uma ideia, eles usam um estudo autorial!
Pegam a quantidade de veiculos da frota da brasileira e fazem uma conta bem simples, o preço de manutenção do veiculo, mais a incidência de furto, colisão e o cep de circulação, dai que por isso chegam ao valor do seu carro!
Não sei se falei bestera ou ofendi alguem, mas deixo meu apoio para criticas absurdas!!!!
| Link | 3.01.2008 at 10:08
Jack DpRt escreveu,
Acho a idéia boa, principalmente porque meu pai a pratica a anos. :)) Mas de uma forma mais simples, que elimina a necessidade de muitas pessoas ou muitos regulamentos… Posso comentar também, que a medida que o montante acumulado ultrapassa em 1,7 vezes o valor do veículo possuido, uma parte do excedente pode ser re-injetado na familia como forma de premio por não acidentes aos motoristas da familia… (Pai mãe, filho, filha, etc)
De qualquer forma achei boa a sua idéia, apenas se fosse você simplificaria mais para não acabar esquentando a cabeça com adm de algo que nem será lucrativo. []s.
| Link | 5.01.2008 at 19:29
Como livrar-se das seguradoras no A Arca Blog escreveu,
[...] é a idéia, muito interessante, que o Marcelo Ribeiro apresenta no AbrindoJogo . A idéia é muito interessante e vela a pena ser estudada. No site você encontra detalhes de [...]
| Link | 16.01.2008 at 15:42
Pati escreveu,
[:)]
gostei da idéia, acho que funcionaria com umgrupo familiar , daquelas famílias bem unidas…
Na minha não funcionaria, é cada um pra si !
Mas conheço famílias super unidas, que com certeza daria certo !!!
Boa sorte !
| Link | 29.01.2008 at 21:15
Yuri escreveu,
Cara,
Tem como vc patentear essa idéia? Depois vc poderia vendê-la às seguradoras e aos bancos… Pra que ser inimigo se pode ser possível a conciliação? A seguradora ou banco seriam beneficiados com a liquidez que o associado fornece mensalmente e o associado retira, ao final do período de utilização desse tipo de serviço, uma parte do valor pago (outra parte deve cobrir as despesas de operação da associação e reinvestimentos).
É uma forma muito interessante de modificar esse tipo de relacionamento segurado-seguradora e é muito lucrativa para ambos os lados: O segurado passa a contar com um retorno e as seguradoras vanderão muito mais apólices.
Parece-me que vc descobriu o santo graal para esse setor comercial. Parabéns! É de cidadãos assim que o Brasil precisa. Corre e acha um jeito de lucrares com essa grande idéia.
Yuri.
| Link | 31.01.2008 at 19:56
Teresinha Cecilia Pereira escreveu,
Caro Marcelo,
Fiquei muito triste com tudo o que li. O brasileiro parece ser um derrotista por natureza. Ninguém pode (ou não quer) ser solidário com ninguém. “A sua idéia é boa, mas eu não me arrisco. Vai ter fraude, roubo, corrupção, etc., etc., etc.” É só isso que as pessoas sabem repetir. Pôxa, se tudo é tão ruim assim, porque a gente não morre de uma vez? Quem sabe a próxima geração seja de ‘mãos limpas’ e a sua idéia possa funcionar. Radicalismos à parte, precisamos de mais otimismo. Faço grupos de consórcio com os professores da minha escola há anos e nunca houve problemas de desconfiança ou calotes. Se alguém está em dificuldades, expõe a sua situação, ganha um prazo maior e depois, acerta a diferença. Sem traumas e sem questionamentos. Afinal de contas, se você nunca bateu seu carro (ou bateram nele), isso pode ocorrer amanhã. Não quer dizer que você estará dando um golpe. Mas vá em frente , Marcelo. Nem tudo está perdido nesse país. Boa Sorte!!!!
Teresinha Cecilia Pereira
| Link | 5.02.2008 at 4:33
JOAO CARLOS escreveu,
CARO MARCELO, olha este texto veio no momento exato, também sou deste partido, até hoje nunca adquiri um seguro para automóveis, a nao ser o obrigatório, em falar em partido na verdade caracteriza como uma “organização” e como voce disse é o capitalismo selvagem. Hoje isto mesmo, em 06 de fevereiro de 2008, acabei de voltar de uma famosa loja de móveis ( uma das maiores do brasil ) e adquirindo móveis como cama de casal, solteiro, uma geladeira, etc, o vendedor na última hora fez a seguinte proposta: “-olha tem uma espécie de GARANTIA, na verdade uma garantia extra que voce ganha por dois anos, em caso de desgastes do móvel,uma porta que empene, parafusos que soltem etc etc .” e continuou explicando, agradeci e falei para ele que nao havia necessidades quanto a esta “garantia ” e mais desconfiado ainda perguntei ” -e se a gente mudar repentinamente, esta garantia pagará os desgastes ? ai ele desconversou e acabou dizendo que não. conclusão: Para que este seguro, garantia funciona ? e ele insistiu, mais e propos finalmente para a geladeira, que custou R$700,00, e disse o custo desta “garantia” em forma de prestação, olha esta garantia custará, somente 0,60 centavos ( acho ) por dia, não quer ficar pelo menos para a geladeira ? agradeci mais uma vez, apesar da insistência, ele foi um vendedor pelo menos educado. enfim informou que ia pegar aassinatura do GERENTE, para o cartão de crédito. e pediu para mim , ficar esperando, quando de repente, observei que ele havia esquecido uma das notas fiscais, “corri” atrás dele, já junto com o gerente, falando baixo sobre sua insistência com o cliente, mas o cliente nao quis, nem mesmo para a geladeira, ele me viu e como já não havia mais nada a esconder, olhou para mim, confirmando, e respodni prontamente para o gerente qu e relamente nao me interessava este tipo de seguro, garantia,sei lá.
A gente acaba concluindo o seguinte esta loja quer “empurrar” estes tipo de seguros, que em poucas ocasiões a gente vai usar, começo a entender que isto vai se transformar em um tremendo lucro para esta loja transformando a em uma SEGURADORA na verdade ou em um banco ! incrível
abraços !!
| Link | 6.02.2008 at 19:17
Andre Almeida escreveu,
Se o problema é muito grande para implantar um sistema desses, podemos simplicar, não para nós, mas para nossos filhos. Eu por exemplo tenho uma filha de 2 anos. Fiz para ela fundos de investimentos, onde deposito alguns trocados por mês. Um para a faculdade, um para o carro e outro para cobrir o seguro. Faço isso desde que ela nasceu, e pelos cálculos que já fiz posso ficar tranquilo (e ela também) pois esses 3 itens estão garantidos no futuro dela. Faça uma conta simples, Imagine um depósito mensal de R$ 100,00 nessas 3 contas (na proporção que você achar melhor) e veja quanto isso vai valer em 18 anos.
| Link | 16.02.2008 at 22:52
david escreveu,
eu faço parti de uma associação de seguradores eu gostei de suas ideias quero poder le ajudar nessas suas ideias como tclo com vc
| Link | 5.03.2008 at 11:22
Aldair escreveu,
mande-me mais informações de como ganhar dinheiro com blog
meu endereço eletrônico é:
riadlla2@gmail.com
Antecipo agradecimentos
| Link | 17.03.2008 at 8:08
Gedias Ribeiro escreveu,
Marcelo,
A sua idéia é boa e as dicas dos comentários acima são muito interessantes, mas temo que só funcionaria em núcleos muito restritos como os familiares mesmo.
Inclusive as seguradoras antigas começaram assim, como fundos mútuos de proteção. O problema é que hoje existe regulamentação para o setor e não se pode simplesmente trabalhar como uma seguradora sem ser uma.
Lembre-se que informal é apenas um jeito menos pesado de se dizer ilegal.
Caso o fundo seja denunciado, pode ser obrigado a pagar multas altissimas como já está ocorrendo com muitas destas “associações”. (Aqui em Minas tem um monte. Inclusive uma dos Bombeiros e da Polícia…)
A multa a ser paga é a mesma quantia segurada. Assim, no caso do amigo Marcio Ribeiro que participa de uma associação com 300 caminhões que valem 50 milhões, a multa é de 50 milhões!!
Se pagar também os danos de terceiros ou passageiros, tem que somar tudo ao valor do “casco”. Assim, os associados podem ter que pagar, cada um, mais do que vale o seu caminhão.
Como disse, a idéia é boa mas tem que ser feita legalmente ou em circulos muito restritos.
Abraços,
Gedias
| Link | 17.03.2008 at 11:51
Kleber Ferreira escreveu,
Amigo, seu artigo ta muito bem escrito e argumentado. Porém se você for procurar ver a história do seguro em si você vai chegar a conclusão de que isso que você está propondo é um seguro pois seguro é multualismo, ou seja, se o seguro no Brasil tem seu custo elevado porque aqui nosso governo não prove segurança o que mantem os indices de furto e roubo de veículos elevados, nossas rodovias são uma vergonha e isso ocasiona em grande quantidade de acidentes, há um grande numero de fraudes e ainda o brasileiro possui uma idéia de que seguro é para gerar lucro quando não é. Só para te dar um exemplo existem pessoas que ao colidir com o veículo e ver que afetou a parte mecanica ao inves de desligar o motor deixam o mesmo ligado para agravar os danos e assim fazer com que ocasione em um PT (perca total). Quer mais um exemplo? Compare o preço do seguro de uma casa de R$200.000,00 ou de uma empresa no mesmo valor, você terá um seguro no valor em torno de R$ 300 a R$ 500 anuais. Já um veículo neste mesmo valor não tem seu seguro por menos de R$5.000,00 pois o risco é bem mais elevado e alem dos serviços agregados como assistencia 24 horas, quebra de vidros…….
Mesmo assim você ainda acha o seguro do carro com o valor elevado? Pois bem, faça a pergunta a si próprio: “se eu for oferecer um seguro para o carro de alguém sem nem mesmo conhece-lo, quanto devo cobrar?”
Enfim, não vim aqui para criticar, nem q seja critica construtiva. E sim para esclarecer que por fim das contas o que sua idéia propõe não passa de um seguro!
| Link | 9.10.2008 at 9:40
Francisco Silvestre escreveu,
Parabens, Marcelo. Aproveito este espaço para dizer que você não é o único revoltado com os valores, exorbitantes, cobrados pelas seguradoras. Eu estou organizando uma Cooperativa se seguros, que fonciona como se um grupo de pessoas - cooperados - guardão o dinheiro durante um (1) ano para cobrir as possiveis despesas, se não surgi nenhuma dividi - se - á o montante ou o saldo, caso haja gastos.
Goiânia, 16 de outubro de 2008.
Francisco Silveste
| Link | 16.10.2008 at 12:10
Machado escreveu,
muito interessante.
Vou participar da sua maravilhosa idéia.
Só necessito que você,
se identifique, pormenorizadamente.
E me convença de que isso não se trata
de mais um GOLPE pela INTERNET.
Desculpe-me pela franqueza.
Podemos marcar as reuniões na
Polícia Federal ou em qualquer Delegacia de Polícia.
Não haverá problemas, se ninguém tiver nada a temer.
| Link | 12.11.2008 at 15:28